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Aqui você vai poder ver, comentar, discutir, sobre vários assuntos, e é claro, de maneira saudável. Espero poder passar claramente diferentes idéias e pensamentos e que destes você possa concluir seus próprios conceitos. Boa leitura e volte sempre!

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NÃO SÃO AS RESPOSTAS QUE MOVEM O MUNDO E SIM AS PERGUNTAS!

domingo, 4 de novembro de 2012

Céu Nubloso

É engraçado como um final de semana nublado caminhado para casa na companhia de uma brisa gelada pode trazer-nos resquícios de nossos pensamentos sendo capaz de trazer a tona emoções mil afogadas em um sentimentalismo bobo. Talvez seja porque com o dia nublado temos maior facilidade de abrir os olhos e olhar a nossa volta, talvez porque em dias frios buscamos aquilo que nos aquece e percebemos que nem tudo é capaz de aquecer nosso coração que é quase sempre frágil. Então, neste momento, começamos a lembrar tudo que nos faz felizes e, consequentemente, o que já não nos faz mais tão felizes.
Já quase conseguindo ver mais um final de ano que surge bem debaixo do nosso nariz é quando começo a pensar no início, no decorrer e, incontrolavelmente, nos anos que já se foram. Não é uma simples questão de nostalgia, nem significa que estar preso ao passado. Apenas nos atenta de que tudo que já vivemos foi importante e nos serviu para nos tornarmos quem somos hoje! Hoje percebo que é como um velho clichê que diz que somos como diamantes que precisam ser lapidados. A sabedoria faz com que aprendamos sem precisar passar necessariamente pelo sofrimento mas, como estamos mais acostumados a usar a inteligência do que a sabedoria, acabamos por aprender com nossos erros e amadurecer pelo sofrimento. Isto nos faz ser como crianças que a mãe diz para não correr pois o piso está molhado e vamos escorregar mas corremos mesmo assim.
Mas com o passar do tempo, vamos valorizando mais as coisas mais singelas e percebendo que a vida é muito mais do que nosso quintal e percebendo ao mesmo tempo um dos maiores valores, se não o maior, está dentro de casa mesmo, afinal, o que é a vida se não uma viagem de volta para casa?

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

C'est Une Mystère


À l'élégante ville de Paris
C'est le printemps de la plus belle saison du monde
Je veux la rencontrer
Juste pour rire
À bonne heure
Je veux la rencontrer
À la bonne soirée
Tu sais l'art de vivre et charmes de la vie
Nous dansons une valse merveilleuse
Sur le ciel, la terre et la mer
C'est la dernière mystère de Paris
C'est une mystère de vous aimez.


Este foi meu primeiro poema em francês. Fiz a pedido do meu professor, Andrik Risso, em sala de aula como trabalho valendo nota. Acabei gostando, espero que gostem também.
Beijos, pessoas queridas.


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Lua Amiga

Esta noite, caminhando de volta para casa, o vento frio fez esvoaçar meu cabelo levando-me a inclinar levemente o rosto para trás, pequeno gesto que fez meus olhos encontrarem novamente a lua... Imensa, linda, perfeita! Somos amigas de longa data, ela conhece bem cada segredo meu, cada sorriso e cada lágrima. Conto a ela minhas bobagens, preocupações sem sentido, devaneios e afins. Ela apenas sorri. Eu sorrio de volta.
Esta noite eu simplesmente a fitei por alguns minutos enquanto caminhava, quase tropecei desastrada como sou. Ela olhava de volta como quem espera algo a ser dito. Um comentário, um elogio, uma tolice, um poema... Não. Nada. Então, ela apenas sorriu como sempre o fez. O silêncio foi compreendido e compartilhado.


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Pequenas Felicidades

Esses dias, meu professor de Língua Portuguesa II, na faculdade, levou para nós um texto da escritora Martha Medeiros onde ela cita pequenos acontecimentos e detalhes do dia a dia que, aos olhos da autora, são considerados pequenas felicidades.

                                                                             [...]

Hoje, sexta-feira, não tive aula. Absolutamente nenhuma aula. Nem nos cursos que faço nem na faculdade, fato que soaria bastante atraente se não houvesse aquele peso na consciência chamado "bom senso" e que diz "aproveite para estudar".

Depois de dormir na cama da mamãe, levantei às dez horas da manhã (muito cedo, é claro, rs) com os carinhos e sorrisos dela e senti o leve sabor de um dia nublado e fresco. Um dia que pede uma confortável e quentinha calça de malha mas ao mesmo tempo permite que você use uma blusinha sem mangas. Como mamãe teve que sair para resolver "problemas", mais precisamente sobre um trabalho de escola do meu irmão, peguei uma maçã e sentei no sofá da sala. O que eu mais gosto nesta casa é a janela da sala, pois ela não é uma simples janela, ela ocupa totalmente o lado que seria uma das paredes da sala que dá para a frente da casa e separada pelas "portas de correr" de vidro, tem a varanda. Então a sala fica bem iluminada. Nos dias de sol fica meio quente mas nos dias nublados e frios... Fica ótimo!
Fiquei admirando o céu enquanto comia a maçã (o que parece uma cena fofa para quem não sabe como a casca da maça é ótima para ficar presa no aparelho ortodontico).

Peguei um livro que a faculdade nos obrigou a ler. É engraçado falar deste modo pois ler nunca foi uma obrigação para mim. Na verdade, a palavra que eles usam é icentivo. Querem icentivar todos os alunos, de todas as áreas a ler. Eles escolhem um livro não muito grande e aplicam uma prova sobre ele valendo nota. Deve funcionar para alguns, mas vejo a maioria lendo o livro correndo e de qualquer jeito faltando três dias para a prova. O primeiro que li foi engraçado: "A Revolução dos Bichos". Para quem entende de História o livro é maravilhoso, mas para a maioria dos meus colegas da área de exatas... Bem, foi divertido de ver. O livro deste período é o tal "Feliz Ano Velho" tem palavrões e uns termos cujos significados são desconhecidos por mim. O termo "dar uma bola" provavelmente não é o que eu pensava que fosse pois não se encaixaria no contexto e outros eu nem vou citar pois não decidi se realmente quero saber. Enfim, acomodei-me no sofá da sala e dei continuidade ao livro.

Em tudo isto que acabei de contar, lembrei-me do texto da Martha e percebi que tenho inúmeras pequenas felicidades. Duas delas citei em sala quando questionada pelo professor, eu disse: domir com a minha mãe e tomar um café fresquinho de manhã. E outras percebi depois, como sentar despreocupadamente na poltrona do papai; comer uma maçã tranquilamente cortando pedacinho por pedacinho; abraçar a mamãe por, pelo menos, 1 minuto ao acordar; percebi que gosto de folhear um livro e anotar trechos que me chamam atenção; uma colher do Häagen Dazs que está escodido no freezer; rir com mamãe (sim, adoro o tempo que passo com ela e minha família) enquanto a ajudo a preparar o almoço... Como já foi dito, pequenas felicidades. As mesmas que fazem da minha vida felicidade sem medidas!

Pôr do Sol: outra pequena felicidade...

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Chega!


Não falarei da vida: ela vive em mudanças e não podemos definir algo que sempre muda. É inútil.
Não falarei de mim: além de parecer egoísta, expõe o que deve permanecer guardado.
Não falarei das pessoas: não cabe a mim de forma alguma.
Não falarei do que é subjetivo: cada um vê a sua própria maneira.
Não falarei do que é concreto: é quase perda de tempo.
Não falarei sobre emoções: é fraqueza.
Não falarei sobre razão: ninguém tem.
Não falarei sobre o passado: não mudará nada.
Não falarei sobre o futuro: cabe a cada um se preparar para ele.
Não falarei sobre o presente: ...

(Emanuelle, 02/08/2012)

terça-feira, 31 de julho de 2012

Em uma folha em branco

Estão escondidas todas as palavras
Todas as palavras que lhe cabem
Estão guardadas todas as belas gravuras
As belas gravuras que lhe embalam o sonho

Nelas estão gravados grandiosos ensinamentos
Ensinamentos que conduzem à liberdade
Nelas repousam emoções avassaladoras
Emoções tais, capazes de durar toda uma vida

Estão, ainda, guardados os pensamentos
Pensamentos jamais pronunciados
Os sonhos que jamais ousaram se realizar
E os sentimentos que não lhe permitiram sentir.

(Emanuelle, 17/07/2012)


terça-feira, 5 de junho de 2012

Untitled

 

Quisera ter respostas para todas as perguntas 
E uma promessa para todas as incertezas 
Quisera poder esvaziar o coração com palavras e gestos 
Não apenas pelos olhos
Quisera que a despedida não existisse
E que o 'adeus' fosse simplesmente esperança de um amanhã
Quisera que as coisas fossem simples como parecem
E que, como criança, assim eu as visse
Quisera que soubesse mas algo impede
Não é a frieza de um orgulho e, tão pouco, indiferença
Mas o respeito que tenho por ti.

(Emanuelle Oliveira Marinho, em 04/06/2012)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Mulherança


Em toda a história do mundo, não há um momento sequer em que a mulher não esteja presente em nossas vidas, ainda que em segundo plano ou submissa. A mulher sempre foi essêncial para a perpetuação da vida na terra junto ao homem, igualmente. Por que, então, não teve desde sempre igual valor? Uns dizem que mulher é sinônimo de fragilidade, mas certamente possui tal força que supera qualquer fraqueza. Alguns dizem que mulher é submissa, mas ela tem imensa capacidade de falar não só através de palavras mas através do olhar, dos gestos e de grandes feitos, por isso não necessita ter voz grossa para "gritar", ela é a voz que ecoa no silêncio. Outros dizem que mulher tem medo de tudo, porém ela tem uma coragem inimaginável de arriscar, de tentar, mesmo correndo risco de fracasso e quando fracassa ainda reúne coragem para tentar mais uma vez. E ainda, dizem que mulher sofre... Sim, milhões de mulheres sofrem todos os dias no mundo, é verdade... Mas ainda possuem força, ânimo, coragem e, principalmente, esperança. Esperança a cada novo amanhecer. Esperança de, através de pequenos gestos e atitudes, tornar o mundo mais amável. O objetivo nunca foi, não é, nem será exaltar a mulher e menosprezar o homem, mas fazer o mundo compreender e valorizar ambos da mesma maneira. Igualdade e respeito: esses são motivos pelos quais vale a pena lutar. Coragem! Avante, mulheres! O mundo também pertence à vocês!